10 de setembro de 2010

Brownies de Alfarroba


Hello my friends!



Depois de uma longa temporada “longe” volto aqui hoje para postar a famosa receita dos Brownies de Alfarroba. Falemos primeiramente da origem deles, a versão mais popular sobre eles é a seguinte: “Sabe-se que o Brownie é um bolo de chocolate proveniente dos EUA, mas existem várias versões para a origem do Brownie, sendo a mais popular aquela que diz que o Brownie foi criado por descuido de um cozinheiro que deixou de adicionar fermento no preparo de um bolo de chocolate. Para não admitir o erro, ele cortou a massa em quadrados pequenos, serviu-os e anunciou a todos que tinha preparado alguns “Brownies”. Os convidados adoraram! A notícia espalhou-se e assim, a sua invenção tornou-se popular. 

È caso para dizer que é com erros que se inventam as melhores coisas! =D
Pois e então porque é que este é um bolo mais saudável do que os convencionais? Ora bem, primeiro porque em vez de levar açúcar refinado leva frutose, esta por sua vez tem o poder de adoçar em média mais 30% do que açúcar e por isso ganha-se a vantagem de poder cortar na quantidade. Segundo, não leva as gorduras saturadas da manteiga animal e do chocolate comum (que é rico em açúcar refinado também - uma bomba!). Terceiro, é rico em fibras pelo poder da alfarroba, da qual vamos falar já de seguida.  

Alfarroba – Chocolate Faz-de-Conta!



As alfarrobas são vagens de 10 a 30 cm de comprimento da Alfarrobeira. Estas, dentro contêm as sementes castanhas que são duríssimas. Da alfarroba aproveita-se, sobretudo, a farinha que é a parte obtida pela trituração e posterior torrefacção da polpa da vagem. Ela contém cerca de 50% de vários açúcares, para além de fibra (celulose), proteína, cálcio, fósforo, magnésio, silício, ferro, taninos, pró vitamina A e vitamina B1. O produto é amplamente utilizado na indústria alimentar, como sucedâneo do cacau, em pastelaria, alimentos dietéticos e papas para bebés. Podemos dizer que o consumo de alfarroba é mais saudável porque praticamente não possui gordura (o cacau tem cerca de 23% de gorduras), nem glúten, nem cafeína, ou outro alcalóide. Em compensação, tem mais açúcares do que o cacau. É anti-diarreica, estimulante, laxativa, mineralizante, nutritiva e abre o apetite. Tem sido usada contra a gastroenterite das lactantes, falta de apetite, anemia, convalescença, para tratar desordens do foro intestinal (diarreias e obstipação, dependendo do modo como for preparada) e para regular a digestão.  

Não foram encontradas quaisquer contra-indicações, mas deve, contudo, ser consumida em doses moderadas, uma vez que contém grandes quantidades de taninos que, tal como o café e o cacau, inibem a absorção de proteínas pelo organismo.  
O pó das sementes (farinha de alfarroba) contém pectina, óptima para quem sofre de prisão de ventre. Estudos recentes mostraram que a alfarroba não contribui com nenhum tipo de glúten na ingestão de dieta (óptimo para celíacos), possui propriedades antioxidantes e reduz o colesterol.  É ainda uma opção a considerar para quem tem alergia ao cacau e para quem que aumentar o consumo de fibras com um sabor tão bom!


Vale a pensa ressaltar um ponto importante para quem precisa manter a linha e não pode aumentar o colesterol. TODOS os chocolates em barra, seja chocolate negro (70% de cacau), chocolate de leite (com lacticínios), chocolate vegan (sem nada de origem animal), chocolate de alfarroba, entre outros, contêm gorduras vegetais (óleo de coco, de palma, gordura vegetal hidrogenada, etc.) para dar forma e consistência ao chocolate em barra. Por isso é que no rótulo as calorias em todos eles rondam as 500Kcal por 100gr. O que realmente engorda são estes óleos que os produtores adicionam ao cacau ou a alfarroba. Portanto, comprar cacau em pó puro, ou alfarroba em pó pura são boas opções de comer o tão adorado chocolate sem adicionar os venenos que têm as tabletes. Tanto o cacau como a alfarroba têm imensos benefícios para a saúde e ambos na sua forma pura são amargos. Ao usar quantidades pequeninas consegue-se o sabor do chocolate, a cor e a textura ideais e ao mesmo tempo um pacote de 250 gramas rende bastante.

Vamos então à receitinha!!

Ingredientes:
120gr de Manteiga de Soja
2 Ovos inteiros
80gr de Frutose
100gr de Farinha de Trigo Sarraceno (á escolha de cada um)
3 Amêndoas ou frutos secos á escolha
30gr de Alfarroba
50gr de Chocolate Negro
1 Pitada de sal
1 Colher de chá de água a ferver


Confecção:
Primeiramente untar uma forma para bolos se possível quadrada ou rectangular, para que no fim se possa cortar aos quadradinhos o bolo e fiquem realmente Brownies! Eu como não tinha usei uma redonda de 25cm de diâmetro, por isso esta receita está estipulada para uma forma desse tamanho. Se usar uma forma maior não se esqueça de aumentar as doses dos ingredientes. Num recipiente fundo junta-se a manteiga de soja, os ovos e a frutose. Mexe-se bem com a ajuda de uma colher de pau até formar uma mistura homogénea. Deve-se reparar que esta mistura fica com uns grânulos que são da manteiga e que é absolutamente normal, pois deve-se ao facto desta estar em estado frio aquando da sua mistura. Após isso num recipiente á parte colocar a farinha de trigo sarraceno e juntar á mistura, mexendo sempre muito bem. 



Juntar a alfarroba e voltar a misturar cuidadosamente. Só então é que se parte aos bocadinhos os 50gr de chocolate preto (e não vale fazer batota, tem de ter pelo menos 50% de cacau senão vai é engordar e não é esse o objectivo! Lol). Adiciona-se uma colher de chá de água a ferver e uma pitada de sal para ajudar na mistura. Passa-se a massa para a forma untada e rala-se por cima 3 amêndoas com casca. 
Pode-se usar castanha-do-Pará, nozes, avelãs, conforme o gosto de cada um. Leva-se ao forno previamente aquecido a 190º por 30 minutos em média. (Dependendo de cada forno, para se ver se realmente já está cozido, espeta-se uma faca no bolo em vários sítios e se esta sair praticamente limpa este já está cozido.) 

Retira-se do forno e deixa-se arrefecer na forma. Só após ficar frio se pode desenformar e então cortar aos quadradinhos!
Eu usei chocolate aos pedacinhos porque o Garth adora chocolate, no entanto na minha opinião os Brownies também ficariam óptimos sem os pedacinhos do chocolate e muito menos calóricos. A alfarroba é bastante amarga, tal como o cacau puro, daí não se dever abusar muito dela para que os Brownies possam ficar doces. 





Delicie-se... Um Pecado sem culpa!

E para complementar com o sabor do chocolate um cafezinho quentinho á maneira para ver se aquece o coração! 


See Ya’

14 de agosto de 2010

Bolinhos de Côco sem Glúten

Hallo

Já andava com saudades de um bolinho, não provava um já á muito tempo e que delicia que estes ficaram. No ponto, tanto a massa, como a textura, a cor e o sabor.Devo dizer que nunca tinha feito bolinhos de coco antes, nem tampouco costumava comer, mas as idas ao Doce Alto (pastelaria) dão-me ideias destas! 
Na verdade até desconfio que se consiga fazer sem ovos, pois que na maioria de receitas que se encontra levam muito mais ovos e eu reduzi para 1 pelo facto de ser um alimento que para mim está no limite (se exagerar passo a reagir a ele, se não exagerar passo bem). 
Por isso é uma receita adequada a vegans, caso retirem o ovo e o substituam por linhaça moída (linholax) em receitas de bolos e pão. Quando estive a evitar os ovos da minha alimentação utilizava muitas vezes a linhaça para dar consistência, maciez e volume ao pão, e sei que resulta bem. Também a uso como fermento, misturada com uma farinha qualquer, visto funcionar também como tal, pois a linhaça moída aumenta de volume em contacto com líquidos e desta forma ao ir ao forno tem o tempo necessário para o fazer.

Ingredientes:
1 Ovo inteiro
100 Gramas de coco ralado
60 Gramas de frutose
60 Gramas de farinha de soja
1 Pitada de sal





Num recipiente de preferência côncavo, misture o coco ralado com o açúcar e a seguir junte o ovo inteiro mexendo sempre muito bem. Depois deite a farinha de soja aos pouco até ficar com uma consistência homogénea. Logo que esteja distribua a massa em forminhas previamente untadas e polvilhadas, tendo o cuidado de encher apenas cerca de 70% da forminha, pois a massa ainda vai crescer um pouco. Leve a cozer durante 20 minutos em forno pré-aquecido a 150º C. Eu utilizei forminhas de papel porque tinha aqui em casa, mas é mais ecológico utilizar as convencionais de metal ou de silicone.


Estes bolinhos são muito versáteis pois podem-se levar num tupperware pequenino na mala e podem servir como lanche entre as refeições. Assim é uma forma de poder comer mesmo não estando em casa, visto no meu caso ser realmente muito complicado comer alguma coisa na rua que não contenha absolutamente nada que eu não possa comer. Reparem que estou a falar de lanches ligeiros e não de saladas. Na Universidade onde estudo (Universidade Lusófona do Porto) ainda não têm absolutamente nada na cantina para celíacos e como na maior parte dos dias tenho de ficar lá para almoçar tenho de me resignar e ir almoçar no Shopping Via Catarina uma salada. Mas neste próximo ano lectivo vou exercer os meus direitos e pedir que me façam um prato que possa comer. Senão é de facto insustentável e ninguém merece!



Posto este discurso revolucionista, vou é fazer a minha ceia as 5h da matina como sempre muito bem acompanhada. E para finalizar, nada melhor para envolver os meus bolinhos de coco do que chá de maça e canela, por isso… 



See Ya'

12 de agosto de 2010

Tortilla de Courgette e batata-doce

 Hola,




Já não posto nada faz uns dias, devido a um acidente de percurso que me aconteceu no fim-de-semana passado. Fui mordida por um cão na mão direita e apesar de não ser nada grave, vi-me impossibilitada de fazer esforços para a ferida fechar e curar rapidamente, pelo que até escrever me era complicado. Mas hoje já não me dói absolutamente nada e posso fazer tudo de novo. Realmente só quando as coisas nos acontecem é que damos o real valor.
  
Hoje quero esclarecer as diferenças entre a Tortilla, a Omolette e a Frittata.
Bem sei que todas elas são muito idênticas, variando de ingredientes extra e por vezes até de confecção, mas tendo sempre como base os ovos (das mais variadas aves). A verdade é que a sua origem remonta a pré-história, ao antigo Império Persa, dando origem á sua precursora “Kookoo Sabzi – Uma Tortilla ou Omolette de ervas aromáticas típica da cozinha Iraniana.”

A Tortilla (em português Tortilha) é de origem espanhola, documentada pela primeira vez em Navarra que diz:
"...dos o tres huevos en tortilla para cinco o seis, porque nuestras mujeres la saben hacer grande y gorda con pocos huevos mezclando patatas, atapurres de pan u otra cosa..." (dois ou três ovos em uma tortilha para cinco ou seis pessoas, porque nossas mulheres sabem prepará-la grande e pesada mesmo com poucos ovos, misturando batatas, pedaços de pão ou outras coisas...)
É confeccionada com ovos, batatas fritas, cebolas, e consoante as regiões os ingredientes também variam. Para vegans as tortillas em vez de ovos podem levar farinha de trigo ou outra para dar a consistência que os ovos dão. Para celíacos vegans só mesmo com farinha de soja, soja granulada ou outra que dê o mesmo efeito.

A Omolette (em português Omeleta) é de França, mas muito mais simples que a Tortilla, pois que esta é frita sem manteiga ou azeite (a original) apenas com ovos batidos, e no fim dobrada ao meio. Posteriormente apareceu a variante de dobrar a omolette sobre um qualquer recheio. É costume comer a omolette quente.

A Frittata é de origem Italiana, e é muito apreciada tanto como refeição principal, lanche ou pequeno-almoço. Consumida quente ou fria, esta pode ser utilizada para guarnecer pequenos sandwich que se comem com as mãos, recheados dos mais diferentes tipos de frittata, uma visão comum em cafetarias da Itália. Esta é frita numa frigideira e posteriormente num recipiente próprio é levada ao forno para assar levemente.

Hoje a ementa do dia é Tortilla de Courgette e Batata-doce, muito simples de fazer e ainda mais prática de comer.


 Ingredientes:

5 Ovos
1 Cebola grande ou 3 pequeninas
3 Dentes de alho
1 Batata-doce média
1 Courgette média
1 Pimento vermelho
1 punhado de salsa picada
Azeite q.b.
Sal q.b.
1 colher de sopa de açúcar ou frutose


Confecção:

Numa frigideira anti-aderente colocar um fio de azeite, o alho cortadinho aos cubinhos, a cebola às meias luas e deixar alourar uns 5 minutos mexendo sempre com a colher de pau. Quando a cebola estiver lourinha junta-se o pimento vermelho aos palitos e a courgette aos cubos pequenos (não se tira a casca á courgette). Mexer um pouco, adicionar uma colher de sopa de açúcar ou frutose, e um pouco de sal grosso e deixar refogar em lume médio, tendo o cuidado para que não se pegue nem queime. (O açúcar adicionado é para cortar a acidez dos vegetais. Pode-se utilizar frutose pois fica menos calórico e mais saudável). Quando estiver pode-se desligar o fogo e entretanto, numa outra frigideira ou wok, junta-se um fio de azeite, a batata-doce cortada às rodelas finas e um pouco de sal grosso e salteia-se até que estejam douradas e cozidas. (se for necessário pode-se espetar um garfo e se estiverem moles já estão cozidas.)


Quando a batata estiver pronta, junta-se esta aos vegetais e adiciona-se uma mão de salsa picada. Numa tigela á parte junta-se os ovos, uma pitada de sal e bate-se bem. Verte-se na frigideira em cima das batatas e vai ao fogo médio. Vai-se levantando dos lados para que o ovo líquido entranhe para baixo da tortilla.

Há quem vire a tortilla com a ajude de um prato, mas eu não o fiz por preferir esta um pouco húmida em cima. Guarnece-se com tomate cereja ou cherry e acompanha-se com salada ou como se preferir.




Ficou tão boa que a dose já está agendada e é para repetir. Comer bem não custa nada!

See Ya’

5 de agosto de 2010

Rolinhos Vietnamitas de Shiitake com Puré de Chuchu







Well, hoje vou falar dos cogumelos Shiitake e dos benefícios que ele nos oferece. 
Para quem ainda nunca ouviu falar nem sequer experimentou adianto que é um cogumelo muito encontrado na cozinha chinesa, pelo que quem já foi a algum restaurante chinês com certeza já viu e/ou provou. Quando andava no liceu em Vila Real frequentei muitas vezes um restaurante chinês que havia lá perto e cheguei mesmo a ficar viciada, mesmo sabendo tudo aquilo que se diz e se pensa a respeito dos restaurantes chineses, tais como a falta de higiene, as coisas que se come e não se sabe o que é, etc. Na verdade sou um pouco aversiva a tudo o que é descontrolo, excesso, rotina e vício. Mas voltando a falar do Shiitake, este encontra-se á venda em Hipermercados como o Jumbo e o Continente na área de alimentação étnica, mas devo acrescentar que é muito caro e só vêm umas migalhinhas que não cabem na cova de um dente. São uns saquinhos minúsculos de 28gr de cogumelos Shiitake secos, cada um por 2,58 Euros e não compensa absolutamente nada. Por isso quem vive em cidades grandes como o Porto, Lisboa e outras pode muito bem encontrá-los em outras lojas que fica de longe mais barato. Aqui no Porto pode-se comprar na baixa, na Casa Chinesa, que é uma mercearia antiga com tudo de dietética e ervanária (fica na rua de Sá da Bandeira, do lado esquerdo de quem sobe), apesar de nunca os ter comprado lá. Podem tentar encontrar nas ervanárias, mas barato não fica. Onde realmente compensa é ir á loja de produtos Asiáticos, que fica na praça da República junto ao quartel. São chineses que vendem, tem tudo o que se procura muito mais barato porque vem directamente da China e arredores. Para verem e poderem comparar com as vossas experiencias, um saco de 200gr de cogumelos Shiitake secos (ou seja, são desidratados por isso pesam menos) fica-me a 2 Euros. Mas reparem que como vêm secos quando se imergem em água eles incham e ficam a pesar muito mais, daí também compensar bastante. Façam as contas e vejam o quanto não devem lucrar os Hipermercados, se fossemos a comprar 200gr de cogumelos Shiitake ficava-nos por 18,40 Euros o saco ao contrário dos 2 Euros. Poupo 16,40 Euros em cada saco que compro.
Esta receita de hoje foi feita ao acaso, após uma noite de muita inspiração e felicidade. Na verdade quando cheguei ao frigorífico e reparei que já se tinham acabado os legumes deu-me uma coisinha. Só tinha 3 cenouras no fundo da gaveta e pequeninas. Fui ao armário procurar batata-doce ou mandioca, mas só tinha 3 chuchus e uns alhos. Então desenrasquei-me e saiu-me tão bem que vou repetir a dose um dia destes. =D
Então acrescentei aos ingredientes os cogumelos Shiitake tão esquecidos no armário e as folhas de arroz nunca utilizadas na vida. 
Para que saibam as folhas de arroz compro-as também nessa loja Asiática e fica-me a volta de 1,50 Euros, no entanto também já as vi no Jumbo (marca Auchan) por esse preço mas a quantidade muitíssimo menor. Portanto encontrá-las não é difícil e usá-las muito menos.



Ingredientes:

Puré de Chuchu
3 Chuchus (também conhecido por Pimpinela ou Pepinela)
3 Cenouras
6 Alhos
Sal q.b.
Azeite q.b.
Noz-moscada q.b.
Louro q.b.
1 Colher de sopa de manteiga de soja
1 Colher de sopa de maionese caseira (ou a que tiverem)
Farinha para engrossar molhos, pode ser Maizena/amido de milho (eu usei farinha de soja)

Rolinhos de Shiitake
100gr de Shiitake seco
100gr de nacos de soja grossos secos
Folhas de arroz secas (eu usei as redondas de 22cm de diâmetro, mas acho que ficava melhor nas quadradas, de forma a ficarem mais bonitos os rolinhos)
Azeite q.b.
Sal q.b.
Louro q.b.

Procedimento:
Num recipiente que possa ir ao microondas põe-se o Shiitake e os nacos de soja. Junta-se água até cobrir (como estão secos os cogumelos e a soja ficam a boiar, é absolutamente normal). Rega-se com azeite, um pouco de sal grosso, junta-se umas folhas de louro e leva-se ao microondas uns 15 minutos em média, para que a soja absorva todo o sabor do Shiitake e do azeite. Enquanto isso descascam-se os chuchus e lavam-se as cenouras (nunca tirem a casca da cenoura, lavem apenas, pois é lá que está a maior parte dos nutrientes dela.) e cortam-se aos pedaços. Levam-se a cozer numa panela com água até cobrir e temperado com sal, azeite e louro. Quando a mistura do Shiitake estiver, pode-se reservar sem tirar a água. Mal os legumes estejam cozidos, retira-se a cenoura para um prato e corta-se aos cubinhos. Escorre-se a água do Shiitake e despeja-se a mistura para um wok ou tacho e juntam-se as cenouras. Adiciona-se azeite e salteia-se muito bem. Dos chuchus escorre-se a água toda (infelizmente, pois tem muitos nutrientes, mas neste caso não me lembrei de a aproveitar. Se puderem, podem verter para um recipiente e congelar, depois podem utilizar na base da sopa.), e verte-se para um liquidificador (também dá com varinha mágica), adiciona-se a maionese, a manteiga, e se precisarem engrossar (a minha mãe sempre me disse que para engrossar um molho deve-se retirar um pouco da mistura para uma tigela, juntar aos poucos a Maizena ou farinha, misturar bem e reservar na tigela. A restante mistura de chuchu despeja-se do liquidificador para um tacho pequeno, vai ao fogo e só quando começar a ferver é que se junta a mistura da tigela e vai-se mexendo sempre muito bem, de forma a não formar grumos.) No final adiciona-se um toquezinho mínimo de Noz-moscada ralada na hora (pode ser em pó).
Retira-se o wok do fogo e reserva-se. Num recipiente de mais de 22cm de diâmetro junta-se um pouco de água fria e mergulham-se algumas folhas de arroz durante 2 minutos. Estende-se um pano de cozinha limpo (mas mesmo limpo) para que quando se retire da água as folhas de arroz (uma de cada vez) a água possa ser absorvida pelo pano. Então, estende-se a folha de arroz no pano, retira-se um pouco da mistura do Shiitake e da Soja e põe-se no centro da folha, depois é só enrolar e fica feito o rolinho. Fazer isso para todos e os que sobrarem podem ficar no frigorífico até 2 dias. Depois é só acompanhar com o puré de chuchu. =D

Custa mais a escrever do que a fazer, acreditem. E para variar, vou falar do Shiitake e do Chuchu.

O shiitake  (Lentinula edodes) é um cogumelo comestível nativo do leste da Ásia. A espécie é hoje em dia o segundo cogumelo comestível mais consumido no mundo, incorporado desde há muito nos hábitos alimentares dos povos asiáticos. Recentemente, foi introduzido para produção e consumo nos países ocidentais.
A palavra "shiitake" tem origem no japonês shii (árvore parecida com carvalho) e take (cogumelo). Na natureza, o shiitake pode ser encontrado em florestas asiáticas, onde se desenvolve em árvores mortas. É um fungo aeróbio, decompositor de madeira, que degrada celulose e lignina para obter energia.

As propriedades medicinais do shiitake são conhecidas há muito tempo, na milenar medicina oriental e é conhecido como "elixir da vida" pelas suas qualidades no combate a inúmeras doenças, e um importante factor de longevidade. É considerado também um importante afrodisíaco. Muitas dessas propriedades terapêuticas foram comprovadas após inúmeros estudos de cientistas de todo o planeta, mas principalmente do Japão e Estados Unidos.  
É um alimento rico em proteínas, possuindo de 10% a 29% de seu peso seco; aminoácidos essenciais; contém as vitaminas E, B, C e D; e os sais minerais cálcio, fósforo, ferro, potássio. Além de conter fibras dietéticas que auxiliam na digestão, contém baixo níveis de açúcar e gorduras, é portanto a receita ideal para dietas por ser muito gostoso, e conter baixas calorias. 
Com as recentes pesquisas que comprovaram ser o shiitake um regulador da taxa de colesterol no sangue, inibidor ao desenvolvimento de células cancerígenas, combate inúmeras
doenças causadas por vírus, bactérias ou outros fungos.

“O Chuchu é um fruto originário da América Central, cuja forma se assemelha à de uma pêra. A casca pode ser lisa ou com espinhos, conforme a espécie e a cor varia do branco ao verde bem escuro. Era bastante apreciado pelos Aztecas devido ao seu sabor característico e suave, que permitia ser consumido ao longo de todo o ano.
O chuchu é um fruto de fácil digestão, rico em fibras, pobre em calorias e constitui um óptima fonte de potássio e de vitaminas A e C.
Ao descascar o chuchu deve fazê-lo debaixo de água corrente, uma vez que este solta uma substância viscosa que não é fácil de remover das mãos.
Os chuchus podem ser usados da mesma forma que uma abóbora pequena. Podem ser cozidos e refogados, transformados em cremes, sopas, soufflés, bolos ou usados em saladas frias.”



Vemo-nos por aqui…

See Ya’

4 de agosto de 2010

Papaya Gelato





Hello... 

Hoje venho trazer um gelado para os dias mais quentes.









Ingredientes:

1 Papaia
2 Claras de ovo
200ml de leite de côco
100mg de açúcar ou frutose
1 pitada de sal
!/2 copo de água


Castanhas do Pará

Procedimento:

Corta-se ao meio uma papaia e com a ajuda de uma colher de sopa retira-se as sementes.
Depois com uma colher de sopa retira-se toda a polpa da papaia para um prato até raspar a casca e reserva-se. Num tacho pequeno verter meio copo de água e 100mg de açúcar,
ir mexendo de vez em quando em lume médio.
Isto é para fazer uma calda docinha para o gelado de papaia, já que esta embora tenha um
sabor forte nem sempre é tão doce como dizem. Quando a calda estiver a ferver junta-se a polpa da papaia aos bocados  e vai-se mexendo de vez em quando para não queimar. Entretanto batem-se 2 claras em castelo durante 3 minutos sem parar (eu utilizo um garfo, como antigamente se fazia).
Abre-se uma lata de leite de côco e deita-se 2ooml para o grande copo do liquidificador. Retira-se o tacho do fogo e deita-se para o liquidificador a polpa e a calda, assim como as claras em castelo e as 3 castanhas do Pará. (Podem utilizar qualquer fruto seco, nozes, amêndoas, passas, etc.) Liquidificar tudo muito bem e despejar para um recipiente de metal e levar ao congelador. Devem reparar que está muito quente a mistura mas não pode arrefecer devagar, senão não fica em gelado mas sim em mousse. Por isso é que assim que esteja pronto se leva logo ao congelador. Para a mistura receber o choque térmico que fará a textura gelada que queremos. Após 2 horas retirar do congelador e com um garfo amassar muito bem a mistura (a mistura ainda há-de estar liquida) e voltar a pôr no congelador, para que não congele nem forme nenhuma placa de gelo por cima. Queremos que gele por todo e não só em cima. Deve-se fazer isto de 3 em 3 horas, quando começar a solidificar ao amassar com o garfo deve-se poder ver que ele esfarela um pouco e é isso que se quer. Vai-se vigiando e quando se vir que ele está praticamente gelado, então com a ajuda de um martelo de cozinha ou outra coisa que dê para amassar, amassa-se bem a mistura até ficar bem colada ao fundo da tigela e lisinha. Vai mais meia hora ao congelador e aí com a ajuda de uma colher de gelado ou uma colher de sopa normal fazer bolas de gelado e servir. No final podem juntar frutas por cima, frutos secos ralados, etc. Como gostarem mais. =)

Papaya Gelato

Castanha do Pará - Castanha do Brasil – Brazil Nut

“Uma por dia e não mais do que isso, garante as doses de selênio de que o seu corpo precisa para preservar cada célula, pôr para fora possíveis substâncias tóxicas e viver mais. Cabe na palma da sua mão e ainda sobra um espaço e tanto, a arma que vai super-proteger as unidades microscópicas do seu organismo - as células. Em segundos, ao mastigar uma única castanha-do-pará, você recarregará os níveis de um mineral extremamente importante para uma vida longa e saudável: o selênio. A pequena oleaginosa repõe a quantidade do nutriente necessária para dar combate ao envelhecimento celular, causado pela formação natural daquelas incansáveis moléculas que danificam as células, os radicais livres.
A recomendação é de que um adulto consuma, no mínimo, 55 microgramas por dia, diz a nutricionista Bárbara Rita Cardoso, pesquisadora do Laboratório de Minerais da Universidade de São Paulo. E com uma unidade da castanha do Pará  já é possível encontrar bem mais do que isso. Cada uma contém á volta de 200 a 400 microgramas do bendito selénio. Aliás, o limite de consumo diário do mineral é de 400 microgramas, portanto, não vá com muita fome ao pote. No caso de uma criança, meia castanha seria suficiente, afirma Silvia Cozzolino, presidenta da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição.
E porquê toda essa fama do selénio? Ele é essencial para accionar enzimas que combatem os radicais livres, responde Christine Thomson, a pesquisadora neozelandesa que investigou as propriedades da castanha. O selénio liga-se a algumas proteínas já existentes no nosso corpo para formar essas enzimas antioxidantes, descreve, completando, Bárbara Cardoso. Na ausência dele, as tais enzimas ficam sem actividade e deixam de combater os radicais livres e ainda deixam o organismo indefeso.
O mineral da castanha também tem um papel especial na protecção do cérebro. É que, com essa capacidade de acabar com a farra dos radicais livres, as células nervosas são preservadas, evitando o surgimento de doenças neurodegenerativas com a idade. Justamente por isso, a pesquisadora Bárbara Rita Cardoso começa a estudar os possíveis benefícios do selénio em portadores do mal de Alzheimer. Desconfia-se que nesses pacientes os radicais façam maiores estragos, diz ela.
A tiróide também funciona melhor na presença do selénio, acrescenta Christine Thomson. Isso porque, se não houver esse elemento, ela não consegue produzir direito as suas célebres hormonas. O mineral também está intimamente associado à capacidade do organismo se livrar de substâncias tóxicas, ajudando-o inclusive a expulsar possíveis metais pesados que se alojam nas células.
Apesar de tudo isso, o badalado selénio deve ser apreciado com moderação. Quando os especialistas recomendam uma castanha diária, é para segui-lo à risca. Acredite: o conselho não é nem um pouco mesquinho. Esse consumo ideal e comedido é que faz todas essas enzimas que dependem do nutriente trabalharem de forma adequada, diz Bárbara. Em excesso, o selénio não vai potencializar sua acção. E o pior: mais cedo ou mais tarde, o exagero rotineiro vai revelar o lado negro da substância. Sim, ele existe: a toxicidade. Ela acontece se a pessoa ingerir mais de 800 microgramas por dia, adverte Silvia Cozzolino. É que o selénio tem efeito cumulativo, emenda Christine Thomson.
Isso não significa que abusar das deliciosas castanhas uma vez na vida traga grandes ameaças. De vez em quando, dá até para superar a quantidade recomendada. O perigo é comer essas oleaginosas além da conta sempre. Quem experimentar ataques sucessivos de gula poderá sentir dores de cabeça, ficar com as unhas fracas e ver os seus cabelos caírem.
E saiba: nem o fogão nem o congelador conseguem destruir as reservas de selénio. No dia-a-dia, nada melhor do que comer uma castanha do Pará. É saúde na medida certa!

Para chegar à quantidade de selénio de uma castanha-do-Pará (de 5 gramas), você teria que consumir, em média, o equivalente a…

3 bifes  de frango ( 100 gramas cada um)
16 pães franceses ( 50 gramas cada um)
100 copos de leite (200 mililitros por copo)
10 ostras ( 33 gramas cada uma)
3 latas de sardinha em conserva ( 130 gramas cada uma)

COMIDA ANTI-TÓXICA

Uma das principais benesses do selénio é a sua capacidade de desintoxicar o organismo. O mineral actua em mecanismos que favorecem a eliminação de metais pesados pelas fezes e pela urina, explica a nutricionista Bárbara Rita Cardoso. Esses metais nocivos, como o mercúrio e o arsénico, ficam impregnados no organismo quando, por exemplo, consumimos peixes de má procedência, que vieram de águas poluídas. E daí disparam inúmeros problemas nos nossos tecidos, do envelhecimento ao cancro. Este é estancado com o sistema de limpeza accionado pelo consumo da castanha.”
Este é um gelado feito á mão, visto que não tenho máquina de fazer gelados, mas até nem são nada caras e quem quiser pode apostar numa, eu vou pôr esse desejo na minha lista para o Pai Natal. =) Mas só para terem uma ideia este é um gelado caseiro feito com frutose (as pessoas diabéticas podem comer), o leite de coco é o que mais engorda nesta receita, mas na quantidade indicada não há-de fazer nada, este não tem colesterol pelo que é excelente para substituir leite animal ou natas de vaca. Quem quiser pode utilizar natas de soja, eu não usei porque não tinha em casa e decidi misturar os sabores, o que até ficou muito bom. 
A castanha do Pará nem preciso falar…e agora o melhor é comer mesmo, senão derrete… =)