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14 de agosto de 2010

Bolinhos de Côco sem Glúten

Hallo

Já andava com saudades de um bolinho, não provava um já á muito tempo e que delicia que estes ficaram. No ponto, tanto a massa, como a textura, a cor e o sabor.Devo dizer que nunca tinha feito bolinhos de coco antes, nem tampouco costumava comer, mas as idas ao Doce Alto (pastelaria) dão-me ideias destas! 
Na verdade até desconfio que se consiga fazer sem ovos, pois que na maioria de receitas que se encontra levam muito mais ovos e eu reduzi para 1 pelo facto de ser um alimento que para mim está no limite (se exagerar passo a reagir a ele, se não exagerar passo bem). 
Por isso é uma receita adequada a vegans, caso retirem o ovo e o substituam por linhaça moída (linholax) em receitas de bolos e pão. Quando estive a evitar os ovos da minha alimentação utilizava muitas vezes a linhaça para dar consistência, maciez e volume ao pão, e sei que resulta bem. Também a uso como fermento, misturada com uma farinha qualquer, visto funcionar também como tal, pois a linhaça moída aumenta de volume em contacto com líquidos e desta forma ao ir ao forno tem o tempo necessário para o fazer.

Ingredientes:
1 Ovo inteiro
100 Gramas de coco ralado
60 Gramas de frutose
60 Gramas de farinha de soja
1 Pitada de sal





Num recipiente de preferência côncavo, misture o coco ralado com o açúcar e a seguir junte o ovo inteiro mexendo sempre muito bem. Depois deite a farinha de soja aos pouco até ficar com uma consistência homogénea. Logo que esteja distribua a massa em forminhas previamente untadas e polvilhadas, tendo o cuidado de encher apenas cerca de 70% da forminha, pois a massa ainda vai crescer um pouco. Leve a cozer durante 20 minutos em forno pré-aquecido a 150º C. Eu utilizei forminhas de papel porque tinha aqui em casa, mas é mais ecológico utilizar as convencionais de metal ou de silicone.


Estes bolinhos são muito versáteis pois podem-se levar num tupperware pequenino na mala e podem servir como lanche entre as refeições. Assim é uma forma de poder comer mesmo não estando em casa, visto no meu caso ser realmente muito complicado comer alguma coisa na rua que não contenha absolutamente nada que eu não possa comer. Reparem que estou a falar de lanches ligeiros e não de saladas. Na Universidade onde estudo (Universidade Lusófona do Porto) ainda não têm absolutamente nada na cantina para celíacos e como na maior parte dos dias tenho de ficar lá para almoçar tenho de me resignar e ir almoçar no Shopping Via Catarina uma salada. Mas neste próximo ano lectivo vou exercer os meus direitos e pedir que me façam um prato que possa comer. Senão é de facto insustentável e ninguém merece!



Posto este discurso revolucionista, vou é fazer a minha ceia as 5h da matina como sempre muito bem acompanhada. E para finalizar, nada melhor para envolver os meus bolinhos de coco do que chá de maça e canela, por isso… 



See Ya'

12 de agosto de 2010

Tortilla de Courgette e batata-doce

 Hola,




Já não posto nada faz uns dias, devido a um acidente de percurso que me aconteceu no fim-de-semana passado. Fui mordida por um cão na mão direita e apesar de não ser nada grave, vi-me impossibilitada de fazer esforços para a ferida fechar e curar rapidamente, pelo que até escrever me era complicado. Mas hoje já não me dói absolutamente nada e posso fazer tudo de novo. Realmente só quando as coisas nos acontecem é que damos o real valor.
  
Hoje quero esclarecer as diferenças entre a Tortilla, a Omolette e a Frittata.
Bem sei que todas elas são muito idênticas, variando de ingredientes extra e por vezes até de confecção, mas tendo sempre como base os ovos (das mais variadas aves). A verdade é que a sua origem remonta a pré-história, ao antigo Império Persa, dando origem á sua precursora “Kookoo Sabzi – Uma Tortilla ou Omolette de ervas aromáticas típica da cozinha Iraniana.”

A Tortilla (em português Tortilha) é de origem espanhola, documentada pela primeira vez em Navarra que diz:
"...dos o tres huevos en tortilla para cinco o seis, porque nuestras mujeres la saben hacer grande y gorda con pocos huevos mezclando patatas, atapurres de pan u otra cosa..." (dois ou três ovos em uma tortilha para cinco ou seis pessoas, porque nossas mulheres sabem prepará-la grande e pesada mesmo com poucos ovos, misturando batatas, pedaços de pão ou outras coisas...)
É confeccionada com ovos, batatas fritas, cebolas, e consoante as regiões os ingredientes também variam. Para vegans as tortillas em vez de ovos podem levar farinha de trigo ou outra para dar a consistência que os ovos dão. Para celíacos vegans só mesmo com farinha de soja, soja granulada ou outra que dê o mesmo efeito.

A Omolette (em português Omeleta) é de França, mas muito mais simples que a Tortilla, pois que esta é frita sem manteiga ou azeite (a original) apenas com ovos batidos, e no fim dobrada ao meio. Posteriormente apareceu a variante de dobrar a omolette sobre um qualquer recheio. É costume comer a omolette quente.

A Frittata é de origem Italiana, e é muito apreciada tanto como refeição principal, lanche ou pequeno-almoço. Consumida quente ou fria, esta pode ser utilizada para guarnecer pequenos sandwich que se comem com as mãos, recheados dos mais diferentes tipos de frittata, uma visão comum em cafetarias da Itália. Esta é frita numa frigideira e posteriormente num recipiente próprio é levada ao forno para assar levemente.

Hoje a ementa do dia é Tortilla de Courgette e Batata-doce, muito simples de fazer e ainda mais prática de comer.


 Ingredientes:

5 Ovos
1 Cebola grande ou 3 pequeninas
3 Dentes de alho
1 Batata-doce média
1 Courgette média
1 Pimento vermelho
1 punhado de salsa picada
Azeite q.b.
Sal q.b.
1 colher de sopa de açúcar ou frutose


Confecção:

Numa frigideira anti-aderente colocar um fio de azeite, o alho cortadinho aos cubinhos, a cebola às meias luas e deixar alourar uns 5 minutos mexendo sempre com a colher de pau. Quando a cebola estiver lourinha junta-se o pimento vermelho aos palitos e a courgette aos cubos pequenos (não se tira a casca á courgette). Mexer um pouco, adicionar uma colher de sopa de açúcar ou frutose, e um pouco de sal grosso e deixar refogar em lume médio, tendo o cuidado para que não se pegue nem queime. (O açúcar adicionado é para cortar a acidez dos vegetais. Pode-se utilizar frutose pois fica menos calórico e mais saudável). Quando estiver pode-se desligar o fogo e entretanto, numa outra frigideira ou wok, junta-se um fio de azeite, a batata-doce cortada às rodelas finas e um pouco de sal grosso e salteia-se até que estejam douradas e cozidas. (se for necessário pode-se espetar um garfo e se estiverem moles já estão cozidas.)


Quando a batata estiver pronta, junta-se esta aos vegetais e adiciona-se uma mão de salsa picada. Numa tigela á parte junta-se os ovos, uma pitada de sal e bate-se bem. Verte-se na frigideira em cima das batatas e vai ao fogo médio. Vai-se levantando dos lados para que o ovo líquido entranhe para baixo da tortilla.

Há quem vire a tortilla com a ajude de um prato, mas eu não o fiz por preferir esta um pouco húmida em cima. Guarnece-se com tomate cereja ou cherry e acompanha-se com salada ou como se preferir.




Ficou tão boa que a dose já está agendada e é para repetir. Comer bem não custa nada!

See Ya’